Publicado por: erickpingado | 01/02/2011

Athos Bulcão e Ronaldo Fraga

Quem não conhece, ou nunca ouviu falar de Athos Bulcão, quem nunca viu seus azulejos e ladrilhos por Belo Horizonte e principalmente Brasília, dê um stop e consulte um pouco na internet antes de continuar a ler este post.

Confesso que foi a três anos atrás, quando assisti o documentário do Win Wenders sobre o Yamamoto chamado Notebook on Cities and Clothes, que me interessei um pouquinho pela moda. Mas mesmo assim foi pouco. Não sou daqueles que acompanha tendência ou sabe falar de roupas. Conheço um estilista aqui, outro ali, a história de uma peça de roupa aqui, outra alí. Daí, a um ano atrás conheci a escrita da Llansol. Pela Llansol o vestido ganhou um novo significado. Tenho verdadeiro apreço por essa peça de roupa feminina que parece ter tanta vida quanto qualquer corpo que a veste. E foi nessa empreitada que conheci o trabalho do Ronaldo Fraga. A moda teve um outro sentido pra mim – OU – descobri as artes dentro da moda.

Ronaldo é diferente. Não preciso de mais nada para definí-lo face aos outros. Só assistindo um desfile para entender. Minha estima pelo estilista/artista aumentou ainda mais quando conheci-o em uma mesa de reunião. O seu “olá amiguinho, vamos trabalhar né!” com a simplicidade de um mineiro me fez perceber que ele era alguém comum, mas com um olhar diferenciado. Neste dia vi de espreita pedaços de roupas sendo confeccionadas, estava com um amigo, o João Rocha, que talvez não tenha percebido, mas quando olhei ligeiramente pensei: “Nossa, aquele pedaço de roupa parece um azulejo português”. Talvez tivesse acertado se não fosse pela nacionalidade. Não era azulejo, não era Português. Era ATHOS BULCÃO. Brasileiríssimo, com estudo francês. Ronaldo finalizava naquele momento sua coleção que ontem subiu as passarelas da São Paulo Fashion Week.

Sempre confessei que sou chorão, sensível e emotivo. O desfile me brotou uma lágrima nos olhos e arrepios. Foi maravilhoso. Bulcão estava em roupas, na passarela de São Paulo, que mais parecia um palco milimetricamente dirigido por um artista que estrearia sua nova peça. É, de fato Ronaldo cria sensações, arte, teatro, cores… e no fim sobram as roupas. Sou fã, mas não suspeito pra falar. Basta conferirem:

VEJA O DESFILE AQUI

E depois vão visitar Brasília e entender como Fraga trouxe Bulcão para as passarelas. Ou deem uma olhada naquele prédio do Niemeyer da praça da Liberdade, que têm azulejos incríveis do Bulcão.

Parabéns ao Ronaldo Fraga mais uma vez. E salvas ao Athos Bulcão onde quer que esteja.

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